Família

Outubro 8, 2010

Minha família é minha maior paixão.

Qualquer pessoa que me conhece ou conhece meus primos sabe que somos muito mais que primos. Somos irmãos. Criados com os mesmos valores e a mesma paixão pela educação, cultura, caráter, honestidade.

Qualquer pessoa que vê a relação entre meus tios, tias e mãe, sente o quanto podemos ser unidos e nos admira pelo amor que transcede qualquer palavra.

Minha família era e é também o maior orgulho do meu primo-irmão, brutalmente arrancado de mim e de nós.

Não é pra menos.

Temos orgulho do que somos. Temos orgulho de tudo que conquistamos através de trabalho duro e sempre com muito estudo e afinco.

Temos orgulho por sermos unidos e amados. Temos orgulho porque nunca fomos ricos mas somos dignos e temos uma vida digna.

Somos felizes, admirados e muito, muito invejados.

Perdão, Senhor, aos teus filhos que ainda não aprenderam que podem construir já que pensam apenas em destruir a felicidade alheia.

Obrigada, Senhor, por ter me feito nascer numa família tão maravilhosa e afasta de nós todos os abutres desse mundo.

Protege, Senhor, minha avó e meu primo Fabricio, duas almas que certamente estão ao teu lado neste momento.

Maior do que qualquer maldade deste mundo, está a Tua Justiça e, Essa, eu sei que jamais falhará.

Como já falei anteriormente, quem quiser nos odiar e invejar, tem um longo trabalho pela frente!

Tô indo bem ali ser feliz e já volto!

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Para minha vovó

Fevereiro 16, 2008

Comigo brincaste, riste e choraste. Foste meu porto seguro e meu maior exemplo de coragem e força.

A mim dedicaste amor, provavelmente o maior amor que pode existir, sempre sem medidas apesar de conhecer melhor do que ninguém todos os meus defeitos.

Ao teu lado, eu fui feliz, mimada ao extremo, recebi os beijos mais carinhosos e provavelmente as maiores lições de vida.

A mim contaste tua vida, teus medos, teus sonhos, tuas desilusões e quantas vezes não quis ser igual a ti?

Ao meu lado estiveste em todas as minhas conquistas, em todas as minhas frustrações, em todas as minhas doenças, temendo por mim, querendo me proteger de tudo e de todos e eu, muitas vezes, sem entender o porquê de tanta proteção.

Contigo sempre pude contar, pra me relatar as novidades, pra torcer pelo meu sucesso, pra entender que eu não era exatamente o que desejavas como neta.

Contigo briguei, muitas vezes sem razão e de ti sempre esperei e obtive o perdão, a compreensão, apesar de sempre vir após a raiva momentânea.

A ti devo a lição, o afeto, o zelo, o carinho, a simplicidade de um abraço apertado, de um contar de dias afastadas, de um pudim de aniversário, de uma canção de ninar jamais esquecida, de uma oração na testa, de uma lágrima de preocupação.

A ti, vovó, eu devo o que sou e o que um dia serei. A ti eu devo o significado das palavras força, fé, família e doação.

Não há despedidas, porque o reencontro acontece todos os dias entre nós. Nas palavras, nos gestos, nas atitudes e até nos preconceitos.

Noventa e um anos é tempo demais? Talvez. Eu viveria mais novecentos e dez ao teu lado,ou até mesmo um único dia a mais, só para, mais uma vez, ouvir teus conselhos e, mais uma vez, dizer-te o quanto te amo.

Que um dia eu possa voltar a ser criança nos teus braços e eu possa ouvir, mais uma vez, aquela velha canção de ninar que diz que “muito em breve ó mãe querida lá no céu me encontrarás”…

Antes de explicar a vocês como funciona minha teoria, gostaria de explanar algumas situações.

Acredito de verdade em Deus. Acho de fato que Ele existe e que não é, como muitos dizem, invenção do cérebro humano.

Acredito também que a ciência é a forma mais coerente de buscá-Lo, já que simplesmente não achamos respostas para a maioria dos nossos questionamentos e, invariavelmente temos que nos contentar com nossa magnífica insignificância e admitir que “só sei que nada sei”.

Isso vale para todas as áreas científicas, mas não sei se por lidar com ela todos os dias, a Medicina me comove mais e me faz ter mais certeza da existência de Deus. Muito pela nossa ignorância médica tão propagada e mais ainda pela necessidade de acreditarmos em algo superior a nós que decide porque aquele paciente que tinha tudo pra responder bem ao tratamento não resistiu e porque aquele outro que não tinha quase nada de chance de sobreviver, está tendo mais uma oportunidade.

Não acredito em médicos ateus. Agnósticos, devem existir aos montes, mas ateus, não creio.

Quanto à religião, não costumo me enquadrar em nenhuma. Concordo com alguns ritos e discordo de outros.

Fui criada numa família católica que não come carne na sexta-feira santa mas que raramente vai à missa. Como estudei em colégio de freiras e devo muito da minha educação e de meus valores à educação cristã que lá recebi, costumo dizer que já fui a todas as missas possíveis para esta encarnação e que ainda tenho crédito.

Sim, eu acredito em reencarnação, vidas passadas, outros planetas e tals e o que poderia ter se tornado um problema a mais pra mim, tornou-se solução. Eu acredito em muitas coisas, mas acima de tudo acredito em Deus e na bondade humana.

Sim, eu acredito na bondade humana. Apesar de ter tido meu irmão assassinado covardemente, eu vejo todos os dias, demonstrações de afeto, de compaixão, de amor ao próximo. Estão todas lá. Basta querer enxergá-las.

Acredito em outras coisas também, mas isso fica pra um outro post.

Voltando ao assunto deste post, gostaria de explicar que tenho inúmeros motivos pra acreditar que “Deus protege os endividados”.

Quem me conhece sabe que sou uma perdulária (adoro esta palavra, mas não curto tanto assim sê-lo), isto é, gasto horrores de dinheiro em coisas muitas vezes supérfluas e não gosto de medir esforços pra presentear quem eu amo e muito menos pra me presentear.

O fato é que muitas vezes mesmo depois de formada e de ganhar um salário razoavelmente bom, já estive completamente sem dinheiro e sabe o que aconteceu em absolutamente todas as vezes??? O dinheiro surgiu como se brotado em árvores!

Sim, é um plantão que não esperava, uma dívida que fizeram comigo e que eu nem esperava mais receber, dinheiro atrasado de algum emprego que eu já nem me lembrava, processos judiciais ganhos há anos que caíram milagrosamente na minha conta, notas de dinheiro dentro de bolsos, camisas, jalecos ou até mesmo caídas dentro do meu carro!

Darei 2 exemplos.

Dia desses estava indo almoçar com a Lucélia. O salário que deveria ter sido pago no dia 05 ainda não estava na minha conta e já era dia 18! Não preciso nem dizer que já tinha estourado o pouco dinheiro que me restava pagando todas as contas pra não deixá-las atrasadas e não me sobrava um único tostão.

Lucélia, ao chegarmos à porta do restaurante, me pediu pra pagar seu almoço porque não tinha tirado dinheiro do banco. Momentos de desespero. Informo a ela que não tenho dinheiro algum pra almoço algum meu, que dirá o dela. Digo que passaremos então o dia sem almoçar e ela olha pro chão do meu carro e acha notas caídas que constituem uma soma suficiente para pagar um almoço mais que decente e ainda guardar pro jantar 😉

A segunda situação é mais antiga. Estava viajando e, mais uma vez, o salário estava atrasado. Sem dinheiro pra quase nada e ainda em terras desconhecidas, fui puxar meu saldo bancário, na esperança que o dinheiro que me deviam tivesse surgido repetinamente na minha conta corrente. Eis que vejo uma soma em dinheiro menor do que o meu salário, porém bastante significativa e suficiente pra atender a absolutamente todas as minhas necessidades mais urgentes. Não acreditando no que via e achando mais fácil crer num equívoco, puxei o extrato detalhado pra ver de onde aquilo havia surgido, como e porquê e qual não foi meu espanto ao perceber que aquele dinheiro nada mais era do que uma quantia esquecida por mim de um emprego mais antigo ainda e que apareceu na hora exata sem nem sequer pedir licença?

É por essas e por outras que não tenho medo de pequenas dívidas e muitas vezes sou intempestiva com o dinheiro.

Não que eu seja irresponsável. Pelo contrário. Mas às vezes arrisco um pouco mais do que uma pessoa sensata arriscaria justamente pela fé que me move. (eheheheheh)

Deus protege os endividados e tenho dito!

 Baci!