Descobertas

Janeiro 26, 2008

Só para variar um pouquinho, estou escrevendo este post durante um plantão.

Claro que meus plantões não são sempre calmos e traqüilos. Se assim os fossem, eu não estaria escrevendo este post de madrugada. Pelo menos hoje não me transformei numa espécie de Jack Bauer e não estou na escravidão por 24 horas. São apenas 12 horas que me separam da liberdade.

Esse lance de escrever em blog é interessante. Acho que os maiores beneficiados somos nós mesmos, porque a partir do momento em que a gente começa a pensar no assunto pra escrever (redigir seria mais adequado), a gente começa a se questionar sobre muitas coisas além do assunto. Lembranças, fatos, opiniões, gostos, etc.

E foi assim, num dia qualquer que fiz algumas descobertas importantes sobre mim.

Descoberta número 01: Eu adoro tomar banho.

Mas veja bem. Não é um banho qualquer. Meu dia se torna mais feliz de acordo com o número crescente de banhos que tomo e não são banhos “checos”. Meu banho só se torna maravilhoso (meu amigo especial adora que eu comente isso) se além dos básicos shampoo e condicionador, houver sabonete em barra, sabonete hidratante, esfoliante corporal e óleo de banho. Agora eu deixo vocês me imaginarem morando na França. Já imaginaram??? Pois é. Eu seria deportada com menos de 01 mês daquele país por desperdício de recursos hídricos! Quase um crime digno de prisão perpétua ou cadeira elétrica!

Sempre me achei apenas limpinha e cheirosa, mas percebi que fico muito contente quando experimento cremes novos e fragrâncias novas, o que acabou se revelando uma compulsão já que posso ir ao supermercado só pra comprar pão, queijo e presunto, mas sempre volto com pelo menos um creminho e/ou um esfoliantezinho de “brinde”.

Descoberta número 02: Eu sou uma farsa

Vejam bem. Eu sou uma jovem (nem tão jovem assim, mas tá valendo) médica, independente, que mora só, numa cidade distante da família alguns muitos kilômetros, dois aeroportos e um rio gigantesco e passo a idéia de que tudo posso, tudo sei, tudo aconteço.

Mas o que poucas pessoas (bem poucas por sinal) sabem é que por baixo de tudo isso, resta uma menininha quase indefesa, super insegura, morrendo de medo de fazer tudo errado. Tenho pavor da hipótese de rejeição e sou super carente. Pronto, falei.

Tenho medo de errar, de descobrir que os caminhos que eu acho que escolhi são errados ou menos certos do que os que eu deveria seguir.

Tenho medo de “pirar o cabeção”, de me atirar na profissão como única tábua de salvação, de abdicar da minha vida pessoal em prol de um protótipo de “médica-jovem-bem-sucedida-independente-sabe-tudo”.

Enfim, em muitos momentos não sou nada mais do que um cachorrinho assustado.

Descoberta número 03: Eu sou sensível

Dentre as várias certezas que eu sempre tive, há uma em especial: além de me achar super capaz de fazer qualquer coisa, sempre me achei uma fortaleza impenetrável, alguém forte, objetiva, sem tempos para sentimentalismos baratos e histórias de revista pra mulherzinha.

Ledo engano.

Sou uma manteiga derretida que se magoa até quando alguém não dá bom dia. Sou uma besta que se apaixona por filmes românticos  água com açúcar e fica imaginando quando uma daquelas histórias vai acontecer consigo. Sou quase uma Lisbela.🙂

Baci!

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