De Como Arrumar Uma Mala

Outubro 27, 2007

Para fazer uma viagemzinha báaaaaaaaaaaaaasica, é necessário um esforço descomunal.

Não. Não estou falando de homens, essas criaturas nojentas sem as quais não podemos viver, que arrumam uma mala em menos de 3o minutos e conseguem colocar absolutamente tudo que vão precisar. Claro que quando eles mesmos fazem a mala, as camisas não combinam com as calças e o sapato (único) provavelmente vai ter uma cor-de-burro-quando-foge pra não combinar com nada e ainda assim dar um certo charme, justamente por não combinar com nada. É obvio que quando falo HOMENS, estou querendo dizer HÉTEROS. Tenho certeza que gays têm mais problema para arrumar uma mala do que qualquer mapô.

Bem. Após breves elocubrações sobre facilidades e dificuldades para se fazer uma mala, vamos à parte prática.

1) Escolha a mala, de preferência considerando o tempo que vai passar fora e a quantidade de roupas que pretende usar.

2) Separe as roupas de acordo com a programação previamente estabelecida: congressos, shoppings, shows, bailes, caminhadas longas, praia, montanha, frio, calor infernal, etc.

3) Tente. Eu disse tente, mas me refiro a TENTAR ARDUAMENTE encontrar o menor número de sapatos e bolsas para combinar com as roupas escolhidas no item 02.

4) Procure entre todos os milhões de kilogramas que você, mulher, certamente possui, os itens de maquiagem INDISPENSÁVEIS para as diversas ocasiões. Vou reforçar: INDISPENSÁVEIS!!!!!!

5) Não se esqueça de itens bobos como escova de dentes, xampu, condicionador, sabonete (itens de higiene pessoal BÁSICOS), além de remédios, documentos, lingerie e outras coisas bobas. Livros também podem ser inclusos aqui. Apesar de longe de serem bobos, encontram-se entre os itens não absolutamente necessários dependendo da pessoa que for viajar. Eu, particularmente, tenho que levar pelo menos uns 02 para ter certeza de que terei companhia em qualquer lugar.

6) Selecione as lembrancinhas para os seus anfitriões. Se você é como eu e está longe de se hospedar sempre em hotéis cinco estrelas, com certeza você passa um verniz báaaaaaaaaaaaaaaaaaaasico na face e fica hospedado na casa de parentes e amigos. Sendo assim, a boa educação manda que você leve alguma lembrancinha básica pra tentar desanuviar o ambiente e fazer com que o seu anfitrião ou anfitriã não se arrependa tão imensamente assim por ter lhe dado guarida.

7) No mundo tecnológico em que vivemos atualmente, não se esqueça não apenas do seu notebook. Não. Notebook apenas não é o suficiente.  Você tem que levar sua câmera digital (no mínimo, já que em alguns casos deve ser uma filmadora e uma câmera), o mini modem para acesso à internet e/ou blue tooth, milhões e milhões de cabos diferentes que você provavelmente nem sabe para que serve mas que com certeza vai sentir falta quando estiver viajando! Acredite! Isso já aconteceu comigo!

8)Tente arrumar todos itens anteriores numa mala assim que pode variar de micro a extra-large-super-big-giant e só então você perceberá que mesmo pulando na mala e chamando todos os seus amigos marombeiros para fechá-la, a bendita mala, detentora dos seus magníficos pertences, ficará inevitavelmente no mínimo deformada.

9) Tenha uma boa viagem e tente voltar com apenas 1 mala a mais e, de preferência, tente evitar que a mala seja extraviada. Eu disse TENTE  porque você deve se lembrar que em tempos de caos aéreo, se o avião não atrasar, você já está no lucro.

 Beijos e Boa Viagem pra mim!

Consoada

Outubro 25, 2007

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
– Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(Manuel Bandeira)

Recebi um texto que citava esse poema hoje. O texto falava sobre a preparação para a morte, a única certeza dessa vida.

Apesar da beleza do texto e do poema, impossível para mim concordar com ambos.

Ninguém se prepara para a morte. Ninguém se prepara para ficar longe de quem ama.

Nada está ou ficará no seu lugar.

Hoje fez 11 meses que minha vida deu uma guinada após a morte do meu primo.

E posso garantir que até hoje a mesa não está posta, a casa não está limpa e até hoje o campo não foi lavrado.

Saudades!

Do Dia do Médico

Outubro 20, 2007

Dia 18 de outubro, como todos devem saber, é o dia do Médico.

Confesso que muitas vezes me perguntei porque não poderia ser como os professores e ser agraciada com um quase feriado no meu dia profissional.

Acredito até que quase feriados são muito mais legais do que os feriados verdadeiros, já que não fica a cidade toda com aquela cara de marasmo e você se sente realmente privilegiado já que todos os outros seres trabalhadores estão na labuta, menos você e alguns de seus amigos.

Tudo isso significa que os quase feriados são melhores porque o shopping está aberto. Pronto, falei.

“Pessoas não escolhem quando vão ficar doentes”, você vai dizer e aí reside uma grande verdade, tanto que já me pronunciei anteriormente por aqui sobre o verdadeiro motivo de existirem Pronto Atendimentos em todas as cidades.

Porém, acho impossível acordar no Dia do Médico e não fazer várias elocubrações sobre a minha profissão. Acho que todos os profissionais já fizeram isso pelo menos uma vez na vida e o dia de determinado profissional, sendo comemorado ou não, é praticamente um convite a uma reflexão mais aprofundada.

A primeira reflexão diz respeito a escolhas.

Gosto de implicar com minha mãe dizendo que ela me forçou a ser médica só porque aos 14 anos, ela me chamou num canto e disse da forma mais séria que poderia conseguir, que me apoiaria em qualquer profissão que eu decidisse seguir, MAS, que ser médico era tão bonito, que meu avô morria de vontade de ter uma filha médica e, como não teve, certamente se orgulharia imensamente por ter uma neta médica.

Claro que se eu REALMENTE tivesse alguma outra profissão em mente, não teria nem dado ouvidos para o discurso ensaiado da minha mãe, mas desde aquele dia, passei a achar que a Medicina seria mesmo um vasto campo de conhecimento e que eu poderia até pensar em ser feliz sendo médica, andando de branco e fazendo garranchos.

Claro que a idéia de uma adolescente sobre o que é uma profissão é extremamente fantasiosa, mas lembro-me de que naquele momento era óbvio que a minha “vocação” estava descoberta.

Escrevo “vocação” entre aspas porque apesar de ter estudado grande parte da minha vida em colégio católico, nunca acreditei muito nesse papo de vocação. Na minha humilde opinião, qualquer coisa que você faça com esmero e dedicação será bem feita e te fará feliz nem que seja pelo simples fato de ter consciência de um trabalho bem realizado.

Desde o tão falado dia em que “descobri por livre e espontânea pressão a minha vocação”, dediquei-me a estudar para passar no vestibular e me recordo bem de que em determinado momento, o curso que eu faria era apenas um detalhe. O importante era apenas e tão somente passar no cretino do Vestibular.

Passei na primeira tentativa e gostaria de frisar que mais uma vez não fiz escolha alguma. Deixei apenas o barco correr.

Apenas no decorrer do meu curso pude começar a fazer escolhas. Clínica ou Cirurgia? Cardiologia ou Endoscopia? Geriatria ou Pneumologia?

Com o ampliar constate de conhecimento e o acompanhamento do dia-a-dia da minah até então futura profissão, pude finalmente fazer escolhas.

Ainda no terceiro ou no quarto ano, já havia me decidido a fazer Clínica Médica como residência e depois pensar no resto. Durante o curso, convivi com os mais variados tipos de pessoas, fiz os mais diversos amigos, participei dos mais diversos estágios e aprendi muito mais do que Ciência Biológica e Médica. Aprendi muito sobre relacionamentos, Ciências Humanas, Ciências Políticas e também fui largando meu mundinho de adolescente a cada novo semestre.

Após o término da faculdade e com novas escolhas pela frente, que eu também já comentei anteriormente, pude achar a subespecialidade que REALMENTE quero seguir e que eu tenho certeza de que vai me fazer feliz pelos próximos 30 anos, no mínimo.

Se vocês me perguntarem se eu escolhi ser médica, direi com toda a honestidade do mundo que não sei. Não sei se escolhi ou se escolheram por mim. Não sei se me deixei guiar por idéias fantasiosas de adolescente e curti mais o desafio do que o prêmio.

Mas uma coisa eu tenho certeza plena e absoluta de que escolhi: ser a melhor médica possível e aprender cada vez mais, cada dia mais.

Escolhi ser oncologista. Escolhi ser humana, ou pelo menos o mais humana possível.

No Dia do Médico e em todos os dias, peço a Deus que me ilumine pra que eu faça o bem e tão somente o bem a todos que precisarem da minha ajuda e do meu atendimento.

Feliz Dia do Médico e que São Lucas nos proteja!

 

 O dia 18 de outubro foi escolhido como “dia dos médicos” por ser o dia consagrado pela Igreja a São Lucas. Como se sabe, Lucas foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento. Seu evangelho é o terceiro em ordem cronológica; os dois que o precederam foram escritos pelos apóstolos Mateus e Marcos.

        Lucas não conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Além do evangelho, é autor do “Ato dos Apóstolos”, que complementa o evangelho.

        Segundo a tradição, São. Lucas era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antióquia. Possuindo maior cultura que os outros evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos outros evangelistas, o que revela seu perfeito domínio do idioma grego.

São Lucas não era hebreu e sim gentio, como era chamado todo aquele que não professava a religião judaica. Não há dados precisos sobre a vida de São Lucas. Segundo a tradição era natural de Antióquia, cidade situada em território hoje pertencente à Síria e que, na época, era um dos mais importantes centros da civilização helênica na Ásia Menor. Viveu no século I d.C., desconhecendo-se a data do seu nascimento, assim como de sua morte.

        Há incerteza, igualmente, sobre as circunstâncias de sua morte; segundo alguns teria sido martirizado, vítima da perseguição dos romanos ao cristianismo; segundo outros morreu de morte natural em idade avançada. Tampouco se sabe ao certo onde foi sepultado e onde repousam seus restos mortais. Na versão mais provável e aceita pela Igreja Católica, seus despojos encontram-se em Pádua, na Itália, onde há um jazigo com o seu nome, que é visitado pelos peregrinos.
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        Não há provas documentais, porém há provas indiretas de sua condição de médico. A principal delas nos foi legada por São Paulo, na epístola aos colossenses, quando se refere a “Lucas, o amado médico”. Foi grande amigo de São Paulo e, juntos, difundiram os ensinamentos de Jesus entre os gentios.

        Outra prova indireta da sua condição de médico consiste na terminologia empregada por Lucas em seus escritos. Em certas passagens, utiliza palavras que indicam sua familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. Este fato tem sido objeto de estudos críticos comparativos entre os textos evangélicos de Mateus, Marcos e Lucas, e é apontado como relevante na comprovação de que Lucas era realmente médico. Dentre estes estudos, gostaríamos de citar o de Dircks, que contém um glossário das palavras de interesse médico encontradas no Novo Testamento.

        A vida de São. Lucas, como evangelista e como médico,  foi tema de um romance histórico muito difundido, intitulado “Médico de homens e de almas”, de autoria da escritora Taylor Caldwell. Embora se trate de uma obra de ficção, a mesma muito tem contribuído para a consagração da personalidade e da obra de Sao Lucas.

        A escolha de São Lucas como patrono dos médicos nos países que professam o cristianismo é bem antiga. Eurico Branco Ribeiro, renomado professor de cirurgia e fundador do Sanatório S. Lucas, em São Paulo, é autor de uma obra fundamental sobre São Lucas, em quatro volumes, totalizando 685 páginas, fruto de investigações pessoais e rica fonte de informações sobre o patrono dos médicos. Nesta obra, intitulada “Médico, pintor e santo”, o autor refere que, já em 1463, a Universidade de Pádua iniciava o ano letivo em 18 de outubro, em homenagem a São Lucas, proclamado patrono do “Colégio dos filósofos e dos médicos”.

        A escolha de São. Lucas como patrono dos médicos e do dia 18 de outubro como “dia dos médicos”, é comum a muitos países, dentre os quais Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. No Brasil acha-se definitivamente consagrado o dia 18 de outubro como “Dia dos Médicos”.

Do Círio

Outubro 14, 2007

Minha primeira lembrança do Círio é familiar. Almoço no domingo do Círio na casa da Vovó. Acho que eu tinha uns 3 anos e meus pais ainda eram casados. Fui festivamente apresentada ao Pato no Tucupi e desde então celebramos uma feliz amizade todos os anos.

Minha segunda lembrança do Círio é escolar. Em meio a letras mal escritas e garranchos, minha “tia” da escola falou que o Círio era o “Natal dos Paraenses” e eu achei aquilo uma balela muito grande. No Círio a gente nem ganha presente, pensei.

Minha terceira lembrança do Círio é novamente familiar. Meus primos e eu fazíamos parte de uma mesa anexa, já que a mesa da casa da Vovó não comportava todos nós. Era a “mesa das crianças” que durou muitos anos até mesmo quando nenhum de nós era mais criança.

Minha quarta lembrança do Círio é novamente escolar. Como estudava em um colégio católico, resolvi que participaria do Círio com o uniforme do Colégio, ajudando no carro dos milagres. Eu estava na oitava série e tinha uns 14 anos. Claro que minha última intenção era homenagear Nossa Senhora de Nazaré. A primeira, era ficar bem pertinho do garoto mais bonito do colégio que eu havia conhecido recentemente. O que era pra ter sido “farra”, acabou se tornando um momento intenso de reflexão. Tanto que passei a acompanhar o Círio todos os anos após isso, fosse para pedir ou, na maioria das vezes, para refletir e agradecer.

Minha quinta lembrança do Círio, por incrível que pareça, é de farra. Na véspera do Círio de 1999, inventei de ir a uma Rave na estrada, também conhecida como “Chácara do Kaveira”, em Benevides. O caminho até lá foi tranqüilo. O “detalhe” ficou por conta dos bons quilômetros que andei com meus pés e pernas enfiados na lama até chegar ao local onde a música estava. Não posso me esquecer também de que no trajeto, totalmente escuro, iluminado por pessoas vestidas de Druidas e com algumas tochas nas mãos, o grupo todo foi surpreendido por mulheres sujas de lama que gritavam desesperadamente e malucos com moto-serras na mão, ligadas. Eu, como toda a minha “experiência”, temia que um deles escorregasse na lama e deixasse a moto-serra “machucar” alguém, pra não dizer arrancar o braço de alguém. Na volta, quase de manhã e com o detalhe que nenhum Druida nos acompanhava com tocha alguma e o caminho estava, então, muito mais escuro do que na ida, após entrarmos no carro todos sujos de lama e com caras de malacos, um barulho estranho após passarmos por cima de um pedaço de pau (?)… Parada estratégica na Polícia Rodoviária para descobrirmos que a Lei de Murphy existe: o pneu traseiro havia simplesmente sido descapado. Espera cansativa pelo guincho para devolver o carro para Belém e em resumo, cheguei em casa toda suja de lama por volta das nove horas da manhã. Nesse dia tão hilário, quase não fiz nada além de dormir e comer o pouco Pato no Tucupi que caberia a mim, já que minha mãe estava firme no intuito de me dar um corretivo pelo susto que dei nela. Ela simplemsnte saiu para a procissão do Círio e sua filhinha ainda nem tinha chegado. Mas por incrível que pareça, o pior ainda estava por vir. À noite nesse mesmo dia, inventei de ir ao cinema com amigos e minha mãe não queria me deixar sair porque achava que eu estava usando drogas (ahuhuahuaahuauhhuahuahua). Enquanto eu esperava pela minha carona no pátio de casa, ouvi cochichos com minha avó sobre revistar as minhas coisas para ver se achavam algum indício de drogas. Quando entrei em casa gargalhando das intenções, acreditando que estavam brincando, as duas ficaram lívidas e foi assim que descobri que elas de fato achavam que eu estava consumindo dorgas ilícitas só porque tinha ido a uma festa na Floresta Encantada e voltado cheia de lama às nove horas da manhã. Ora, faça-me o favor!

Minha sexta lembrança do Círio é de amizade. Há quase nove anos, tenho a minha “melhor amiga” Thais e há pelo menos uns seis anos, assitimos o Círio do alto do Banco do Brasil da Presidente Vargas. Nesse ritual, incluímos muitas peripécias como madrugar, ir andando até o Ver-o-peso, participar da muvuca perto do Banco do Brasil, detonar o café da manhã dentro do Banco, milhões de fotos fantásticas, caminhadas após a passagem da Santa, além de almoço do Círio na casa da avó dela (Dona Odilla) com direito à melhor maniçoba do mundo e  uma mesa mais farta do que pra qualquer rei ou rainha. Não posso me esquecer também das longas horas de sono após o almoço, porque paraense que se preza, dorme horrores após o almoço do Círio, pro Pato e pra maniçoba fazerem a festa no estômago.

Minha sétima lembrança do Círio, talvez pelo sete ser um número cabalístico, é novamente familiar e extremamente querida. No Círio do ano passado, 2006, toda a minha família paraense se reuniu no Mangal das Garças após eu ter acompanhado o Círio do Banco do Brasil com a Thais e a Tia Susana. Naquela ocasião, meus primos e eu nos reunimos num dos cantos da longa mesa e recordamos a “mesa das crianças”, conversamos longamente e minha avó estava extremamente feliz por nos ver todos juntos novamente. Nesse dia, tirei a última foto do meu primo, fui convidada para ser madrinha do seu casamento e tive o último diálogo com ele. Quando a sua noiva pediu que eu os fotografasse naquele lugar, ele riu e brincou com ela, dizendo que não haveria porque tirar aquela foto naquele dia, já que ela morava em Belém e poderia ir até lá milhões de vezes. Ela disse que sim, mas que eu não estaria lá. Ele então falou “Olha, prima, ela tá te chamando de fotógrafa”. Mal sabíamos que eu estive no Mangal das Garças várias vezes depois disso, assim como a Thais, noiva dele. Só meu primo que não está presente.

Neste ano, não quis participar do Círio e inclusive resolvi voltar a Macapá na véspera, sem sequer assistir ao auto do Círio ou participar do Arrastão do Pavulagem ou da Chiquita. A Maniçoba e o Pato no Tucupi ficarão para uma outra oportunidade.

O Círio de Nazaré, porém, resume muito as coisas que eu mais amo na vida e que são de fato, as mais importantes: amor, família, fé, amizade, esperança, renovação, reflexão, paz.

Eu tenho muito orgulho de ser paraense e de fazer parte de uma festa tão linda, tão única como esta.

Desejo a todos os paraenses, um Feliz Círio, que hoje eu sei, é até mais importante para nós do que desejar um Feliz Natal.

Que as bênçãos de Nossa Senhora de Nazaré se perpetuem em nossas vidas e em nossos corações e que tenhamos nossas famílias abençoadas com paz, saúde e cada vez mais amor. Viva Nossa Senhora de Nazaré!